A terceirização deve atender a uma necessidade existente e sua implantação deve ser decorrência de uma avaliação racional sobre sua validade e não decorrência de modismo gerencial ou simplesmente atender ao desejo de alguém. As razões que normalmente justificam a terceirização são :
Indisponibilidade de capital: O fato de tercerizar algumas atividades pode reduzir as necessidades imediatas de capital.
Falta de know how: Justifica-se quando há insuficiente competência interna para as condições de competitividade do mercado, a terceirização pode ser um meio de suprir ou desenvolver mais rapidamente as competências.
Flexibilidade: A necessidade de respostas rápidas às solicitações do mercado pode ser suprida por terceirização.
Evitar capacidade ociosa: Uma decisão de investimentos para ampliação de capacidade é decidida quando uma utilização mínima dos recursos patrimoniais está planejada, enquanto essa condição não for atingida, a terceirização da produção é uma alternativa.
Economia de escala: Quando fabricantes independentes atingem elevado nível de produção de componentes para fornecimento a várias empresas, obtém economia de escala que justifica-se a terceirização. Ex: HP costumava produzir suas placas de circuito impresso, hoje terceiriza.
Surgimento de um mercado eficiente de fornecedores: quando o mercado oferece serviços eficientes justifica-se a terceirização . Ex: frotas próprias de transporte.
Limitação de recursos: especialmente no caso de recursos administrativos.
A par das necessidades acima mencionadas que podem justificar a terceirização há inconvenientes potenciais que podem surgir em decorrência do fato de terceirizar, que também devem ser pesados para fins de tomada de decisão. Os principais são:
Perda de know how: Talvez o termo mais correto seja oportunizar que outros desenvolvam know how superior. Na década de 80 inúmeras empresas americanas contrataram fornecedores asiáticos como forma de reduzir seus custos de produção. Esses fabricantes tornaram-se sérios concorrentes.
Custos da transação: O tempo e os recursos necessários para negociar a terceirização e depois gerenciá-la podem ter efeito negativo sobre o resultado geral da atividade empresarial. As vantagens e os riscos da terceirização devem ser avaliados com cuidado no processo de tomada de decisão. Para uma avaliação lógica e racional sobre como decidir o que terceirizar, o projeto “Manufactoring 2000 – IMD “ propõe dois modelos para análise; o primeiro para facilitar o entendimento da situação atual da empresa e o segundo oferece caminhos para a empresa preparar-se para a terceirização.